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Movimento escoteiro terá delegação jovem na Rio+20

Conhecidos por empreenderem ações humanitárias e preservarem a natureza, os escoteiros terão voz ativa na Rio+20. Durante a plenária oficial, no próximo dia 20, uma delegação de cinco escoteiros brasileiros, com idades entre 18 e 26 anos, vai participar da representação do Movimento Escoteiro, que tem status consultivo na ONU.

O trabalho dos jovens delegados já começou nesta quinta-feira, primeiro dia da Youth Blast - conferência preparatória para a Rio+20, voltada para o público jovem. Até a próxima terça-feira, eles e mais três suplentes estarão envolvidos em debates, oficinas e atividades relacionadas a sustentabilidade e relações internacionais.

A estudante de Desenho Industrial Fernanda Vogt, de 23 anos, faz parte do grupo dos cinco delegados escalados para a plenária oficial, e se interessou pela oportunidade assim que soube do processo seletivo.

— Me interessei muito. Essa questão sempre esteve presente na minha vida, mesmo antes de ser escoteira, aos 13 anos. Na faculdade, também me interesso bastante por essa área de ecodesign e design sustentável. — conta Fernanda.

O mesmo ocorreu com Thaís Queiroz, de 18 anos, primeira suplente da delegação, que também está participando da Youth Blast. Estudante de Relações Internacionais, ela viu uma oportunidade de pôr em prática o que aprende na faculdade.

— O que me interessa mais é a questão dos direitos humanos básicos, que todo ser humano tem direito, como saúde e alimentação. Por isso, acho muito importante discutirmos essa questão do desenvolvimento mundial. — aponta a estudante. 

Na Youth Blast, o grupo vai realizar um debate-jogo, voltado para essa temática. Na oficina, os participantes representarão países pobres e países ricos. Ao longo da atividade, eles vão discutir como funcionam as trocas comerciais e debater soluções mais sustentáveis de relações econômicas.

Depois da Youth Blast, se juntam ao grupo mais dez jovens representantes de grupos escoteiros de fora do Brasil. Ao todo, durante a conferência, serão 25 integrantes na delegação entre jovens e coordenadores, brasileiros e estrangeiros.

Mutirão ecológico: "aprender fazendo"

Além dos eventos no Rio de Janeiro, a participação do Movimento Escoteiro na Rio+20 envolve outras ações por todo o Brasil. Aproveitando a mobilização em torno do tema, o Mutirão Ecológico, realizado por grupos escoteiros do país anualmente, é voltado para o tema “Escoteiros na Rio+20”. Durante todo o mês de junho, ações como limpeza de ruas e plantio de árvores vão ser realizadas nas comunidades. É a máxima do “aprender fazendo”, uma das catacterísticas do escotismo.

— A gente percebe que, enquanto outras pessoas estão ociosas, a gente tem a oportunidade de fazer alguma coisa pra ajudar, conhecer novas experiências — diz Fernanda, que não vai participar do mutirão diretamente este ano, por causa dos compromissos da delegação. 

— É comum ter brincadeiras na faculdade. O pessoal brinca que escoteiro é bonzinho, cuida dos animais, vende biscoitinhos (risos). É normal. Mas na verdade, ser escoteiro é uma oportunidade de realmente exercer nossa cidadania. E isso acaba sendo incorporado em nosso comportamento. Por isso, a gente fala: ‘uma vez escoteiro, sempre escoteiro’ — completa Thaís.

Fonte: O Globo


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